Ele, sem dúvidas é um exímio observador dos relacionamentos...não nego q sou sua fã!
Leia: O mundo hoje é travesti
Está rolando na internet um texto ridículo sobre "mulheres" atribuído a mim. Sou uma besta, todos o sabem; mas, não chego a esse relincho lamentável do asno que o escreveu. Diz coisas como: "A mulher tem um cheirinho gostoso, elas sempre encontram um lugarzinho em nosso ombro." Uma bosta, atribuída a mim. Toda hora um idiota me copia e joga na rede. Por isso, vou falar um pouco de mulher, eu que mal as entendo na vida. Não falarei das coxas e seios e bumbuns... Falo de uma aura mais fluida que as percorre. Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, pois elas sabem que a sinceridade é volúvel, não perdura. Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhe fazemos galanteios, mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro. Podem ser as maiores executivas, mas seu corpo lateja sob o tailleur e lá dentro os órgãos estranham a estatística e o negócio. Elas querem ser vestidas pelo amor. O amor para elas é um lugar onde se sentem seguras, protegidas. O termômetro das mulheres é: "Estou sendo amada ou não? Esse bocejo, seu rosto entediado... será que ele me ama ainda?" A mulher não acredita em nosso amor. Quando tem certeza dele, pára de nos amar. A mulher precisa do homem impalpável, impossível. As mulheres têm uma queda pelo canalha. O canalha é mais amado que o bonzinho. Ela sofre com o canalha, mas isso a justifica e engrandece, pois ela tem uma missão amorosa: quer que o homem a entenda, mas isso está fora de nosso alcance. A mulher pensa por metáforas. O homem por metonímias. Entenderam? Claro que não. Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico sem fim, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim. Não estou falando da mulher sociológica, nem contemporânea, nem política. Falo de um sétimo órgão que todas têm, de um "ponto g" da alma. Mulher não tem critério; pode amar a vida toda um vagabundo que não merece ou deixar de amar instantaneamente um sujeito devoto. Nada mais terrível que a mulher que cessa de te amar. Você vira um corpo sem órgãos, você vira também uma mulher abandonada. Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem. Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o corno conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada ganha ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado. A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim. Como no homossexualismo: a lésbica não é viado. A mulher é poesia. O homem é prosa. Isso não quer dizer que a mulher seja do bem e o homem do mal. Não. Muita vez, seus abismos são venenosos, seu mistério nos mata. A mulher quer ser possuída, mas não só no sexo, tipo "me come todinha". Falam isso no motel, para nos animar. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens. A mulher quer ser possuída em sua abstração, em sua geografia mutante, a mulher quer ser descoberta pelo homem para ela se conhecer. Ela é uma paisagem que quer ser decifrada pelas mãos e bocas dos exploradores. Ela não sabe quem é. Mas elas também não querem ser opacas, obscuras. Querem descobrir a beleza que cabe a nós revelar-lhes. As mulheres não sabem o que querem; o homem acha que sabe. O masculino é certo; o feminino é insolúvel. O homem é espiritual e a mulher é corporal. A mulher é metafísica; homem é engenharia. A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. Mesmo que essa "plenitude" seja um "living" bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí , dança... A mulher é muito mais exilada das certezas da vida que o homem. Ela é mais profunda que nós. Ela vive mais desamparada e, no entanto, mais segura. A vida e a morte saem de seu ventre. Ela faz parte do grande mistério que nós vemos de fora, com o pauzinho inerme. Ela tem algo de essencial, tem algo a ver com as galáxias. Nós somos um apêndice. Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade passiva, expectante e jogadas na obrigação do sexo ativo e masculino. A supergostosa é homem. É um travesti ao contrário. Alguns dizem que os homens erigiram seus poderes e instituições apenas para contrariar os poderes originais bem superiores da mulher. As mulheres sofrem mais com o mal do mundo. Carregam o fardo da dor histórica e social, por serem mais sensíveis e mais fracas. Os homens, por serem fálicos, escamoteiam a depressão e a consciência da morte com obsessões bélicas, financeiras ou políticas. As mulheres agüentam firmes a dor incompreendida. O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, como uma mulher perdida: nunca está onde pensa estar. O mundo determinista se fracionou globalmente, como a mulher. Mas não é o mundo delicado, romântico e fértil da mulher; é um mundo feminino comandado por homens boçais. Talvez seja melhor dizer um mundo travesti. O mundo hoje é travesti.
Arnaldo Jabor
- Postado por: Paula Sabino às 15h13
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Uma outra doença: O MEDO...da rejeição!
Um dos maiores problemas entre mulheres e homens é o medo. Medo da solidão e principalmente da rejeição. Tempos atrás, ambos éramos mais submissos. Os chefes de família autoritários mandavam, puxavam as rédias... Mas ainda sim, tinham sua função. E as mulheres obedeciam, sofriam, mas era uma função também. E hoje, simplesmente não há papeis. É o lobo que come a chapeuzinho ou é a chapeuzinho que come o lobo? Ninguém sabe. Temos medo de muito amar e de sermos pouco amados. Temos medo de entregar os pontos e de que nos entreguem também. Não conseguimos confiar no outro e nem que o outro confie. Hoje, quanto tempo dura o amor? (se é que existe amor entre homem e mulher). O tempo de um desejo?!A demanda sexual é tanta, que temos medo de perder o amor pelo desempenho sexual. E é tudo fetichezado, tudo banalizado, na base da competição. Procuramos ser “melhores” que os outros, ter um status que camufle o receio da rejeição. O homem quer ser uma ferrari, “sex machine” , a mulher um avião turbinado de silicone. Damos início ao jogo da ditadura da beleza sem limites. A partir daí pinta um pânico de sermos rejeitados, uma carência descontrolada... E fica um com medo do outro. Está muito mais dramático, porém mais emocionante.
- Postado por: Paula Sabino às 19h23
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♪ “A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára”. ♫ ( Cazuza )
O tempo. Uma ferramenta indefinível em palavras... Quisera eu parar o tempo que corre e dar velocidade ao tempo que não quer passar. E o que me foge no tempo que passa é o anseio de vê-lo se eternizar. De modo que eternidade e tempo, parecem estados opostos, apesar de nem sempre ser. A eternidade pode prolongar-se para além dos tempos, mas não pode existir sem a consciência de tempo.
“O tempo, que freqüentemente voa como um pássaro arrasta-se outras vezes que nem uma tartaruga; mas, nunca parece tão agradável como quando não sabemos se ele anda rápido ou devagar”. (Turgueniev)
O que me agrada no tempo que passa é viver o presente, não destruir da memória o passado e não atropelar o futuro. Ver no que vai dar e esperar o tempo passar é um descuido que direciona a vida ao acaso. Querer que ele não passe, pode ser uma mistura de contentamento com sofrimento. Contentamento, pela alegria de simplesmente viver. Sofrimento pelo medo que o tempo traga algum tipo de obstáculo. O tempo também não se dobra aos desejos humanos. Viver em função do desejo é, no mínimo, alienação... Ao passo que o tempo corre não podemos perder a chance de buscar outros caminhos para tornar possíveis nossos sonhos mais profundos... Aqueles que o tempo não pode passar a borracha. É preciso usufruir melhor desse tempo. Vivê-lo em vista da mais perfeita felicidade. Porque, afinal, ser feliz (dependendo do que é felicidade pra você) é a eterna busca de todos, em todos os tempos.
- Postado por: Paula Sabino às 11h54
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O que está errado?
“A doença do ignorante é ignorar a sua próxima ignorância.” (Amos Bronson Alcott)
Analisando os fatos que nos rodeiam, constatamos o evidente: que não somos nada em relação às circunstâncias. Começamos a acreditar que somos indiretamente levados a realizar o que “já estava escrito” e nos sentimos fracos diante da força dos acontecimentos. Somos meras marionetes do destino, usados pelas forças do universo e por isso, especulamos sobre os fatos e temos a triste impressão de que mesmo com grande esforço, nunca encontraremos as respostas para nossas dúvidas. Se a dúvida é nossa (dúvida do homem), logo, não podemos ser capazes de esclarecê-la. E concluímos que somos simples impulsos hormonais, que a nossa única vantagem sob os outros animais é: A CONSCIÊNCIA. E é inútil. Que serventia tem, se é limitada e não pode esclarecer certas questões? Questionamos nossa própria razão, e perdemos parte de nossa sabedoria. Percebemos que de nada adianta uma mente “sóbria” se nossas atitudes são “embriagadas”... Quando algo mexe com nossos interesses, somos piores que os animais. Vivemos uma tranqüilidade ameaçada por nossa arrogância, tolerância utópica e demagogia pura. A mentira faz mais parte do ser humano do que a verdade (se é que existe). No entanto, isso não vale pra todos. Ainda existem exceções.Embora o mundo esteja doente, podemos acreditar que um dia será possível sermos libertos de nosso maior engano: Nós mesmos.
- Postado por: Paula Sabino às 22h44
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LUGARZINHO NO MEIO DO NADA...
É incrível como não conseguimos enxergar problemas que estão a um tempão embaixo de nossos narizes entupidos...
Trabalho e resido numa cidade pequena, localizada no entorno do Distrito Federal: CIDADE OCIDENTAL - GO. Infelizmente, poucos aqui têm coragem de dizer o mesmo. Preferem dizer que seu lar é a capital federal, já que Cidade Ocidental é considerada, apenas como um “dormitório”. Isso, sem mencionar que ao menos conhecem os governantes que um dia colocaram no poder. O Motivo? Tentarei explicar.
Hoje, o DF e os municípios localizados em sua volta, compõem uma das maiores concentrações urbanas do Brasil. No Entorno e em Brasília, já vivem mais de três milhões de pessoas, e a maioria necessita da permanente ação do Poder Público para solucionar suas questões. Os trabalhadores mais simples, as empregadas domésticas, motoristas, jardineiros, cobradores de ônibus, mecânicos, varredores de ruas, etc. todos os cidadãos que de fato garantem a funcionalidade e a ‘formosura’ da capital, foram desprezados quando da elaboração dos planos arquitetônicos. Na falta de espaços para viver no esplêndido ambiente urbano e sem as devidas condições de pagar pelos elevados preços dos aluguéis, esses cidadãos não tiveram outra escolha senão buscar espaço no Entorno. De modo que surgiram, de uma década pra outra, cidades com uma população excepcional. Logo é vista a desordem urbana, com terríveis conseqüências para o meio ambiente: Só aqui no Entorno, residem mais de UM MILHÃO de pessoas, vivendo em função de Brasília. E estas, habitam fora do Distrito Federal por não encontrarem situação favorável para edificar lá no DF, as suas moradias. Vejo que a qualidade de vida dos moradores do entorno é afetada diretamente.
Mas, se é que existem culpados, de quem é a culpa? Do poder público ou da FALTA DE CONSCIÊNCIA dos cidadãos do entorno e da Cidade Ocidental?
Se não são notados quaisquer sinais de desenvolvimento no município é porque também não são notadas quaisquer atitudes por parte dos cidadãos, que ao invés de buscarem oportunidade lá fora, deveriam ao menos tentar construí-las aqui. Não consigo imaginar como alguém, que se diz habitante da Cidade Ocidental , deseja cobrar algo se nem ao menos conhece devidamente as pessoas que, por meio de VOTO, escolheram e estão no poder. O fato é que só conseguiremos mudar isso, com consciência política. Temos a obrigação de estar informados a respeito do que acontece no País, mas não podemos esquecer da cidade em que vivemos. Não vamos desligar os rádios e televisores na hora da propaganda eleitoral, ao contrário, vamos analisar os candidatos que têm, realmente, propostas concretas para alterarmos esse quadro. Muitos não assistem, por acharem que todos são iguais e na hora de votar acabam votando naqueles cujo nome está mais vivo em sua mente. A pergunta não é: "o que você espera de seus representantes?"...mas "o que você espera de si?" Temos a livre escolha, mas só podemos mudar esse panorama com CONSCIÊNCIA e ATITUDE. Talvez seja o primeiro passo para a tão Necessária quanto desejada mudança.
- Postado por: Paula Sabino às 15h05
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Tô de volta... :D Apenas resolvi que se vou escrever besteira que, ao menos, seja reflexiva e crítica.

Já disse Aristóteles: "O homem é um animal político." Então...Tudo que fazemos ou deixamos de fazer é uma ação política, portanto, não existe ninguém apolítico.
O ANALFABETO POLÍTICO
(Bertold Brecht)
O pior analfabeto É o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, Nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo da vida O preço do feijão, do peixe, da farinha, Do aluguel, do sapato e do remédio Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político É tão burro que se orgulha E estufa o peito dizendo Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política Nasce a prostituta, o menor abandonado, E o pior de todos os bandidos, Que é o político vigarista, Pilantra, corrupto e lacaio Das empresas nacionais e multinacionais.
O Showzinho da corrupção, um motivo de repúdio, transforma a própria atividade política ainda mais asquerosa. Brecht que o diga. Os pútridos poderes revitalizam os argumentos pela inconsciência mórbida e a falta de comprometimento na política. Os analfabetos políticos não entendem que sua apatia ajuda a manter e multiplicar esta malta que, espreita os cofres públicos, e que estão prontos para dar o golpe à primeira chance que aparece. Não conseguem enxergar que lavar as mãos sustenta ainda mais a corrupção. Está cada vez mais visível o engano dobrado do analfabeto político: Nivelam TODOS os políticos e atribuem tudo o que há de podre somente a eles. Pelas próprias atividades que executam, os políticos estão bem mais expostos. Contudo, não existe corrupção sem corruptores e corrompidos. Até porque, se a ocasião faz o ladrão, a necessidade também o faz... Não vamos ser hipócritas. Reivindicamos ética de nossos políticos como se esta fosse algum tipo de panacéia limitada ao submundo da política. Mas, e a sociedade? Se, porventura, um ladrão rouba um objeto e acha alguém que o compre, este é tão culpado quanto. Ah! Claro que não fazemos isto! E os atos incluídos na cultura do ”jeitinho brasileiro” não podem ser definidos como maneiras não assumidas de corrupção? Quero saber quem de nós ainda não tentou, ou ao menos pensou, em subornar um policial rodoviário, por exemplo?!...Ou será que não habitamos em uma sociedade onde honestidade é sinônimo de estupidez, de burrice, etc.? Como correr o risco de ser idiota quando nesta sociedade competitiva os mais egoístas, espertos e ambiciosos recebem prêmios e mais prêmios? E quem de nós nunca foi tentado ou cometeu um pequeno deslize, e não caiu em tentação? Os Analfabetos políticos entregam o par de chifres e o tridente à tentação da política. E como prêmio tem a ignorância. O que nos diferencia dos demais animais é que, por mais alienados que sejamos, temos condições de pensar criticamente, compreender e projetar o futuro. Isso nos torna os únicos capazes de produzir cultura e fazer a nossa própria história. Não adianta querer criticar os que caem em tentação, é preciso galgar o comodismo do analfabetismo político. Não temos o direito de exigir ética na política e instruir uma geração cidadã, que sabe o que faz e conhece seus direitos e deveres, se nossos exemplos asseguram o contrário. Atrevo-me a dizer que, afinal, mesmo os ladrões têm a sua ética.

- Postado por: Paula Sabino às 20h55
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Me chamo Ana Paula Sabino, mas podem chamar de
Paulinha. Tenho 19 anos (17/07) e moro em
Cidade Ocidental, entorno de Brasília.
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Fundado No Dia:
01/05/08
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Ana Paula Sabino
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